quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Quais são as operações abortivas?



Segundo a associação pró-aborto “Women on Waves” (WOW) (fig. 7) a cada 6 minutos que passam morre uma mulher devido a abortos clandestinos praticados por provedores sem as qualificações necessárias ou em condições pouco saudáveis. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) (fig. 8), quase todos os abortos em condições de risco ocorrem nos países em desenvolvimento, onde os abortos são limitados por lei. E mesmo nos países cuja lei não criminaliza a prática do aborto, devido à falta de informação ou à falta de acesso aos sistemas de saúde, ainda ocorrem bastantes mortes associadas a operações abortivas clandestinas.
Embora a seguinte descrição de cada uma das operações abortivas pareça insensível, ela é necessária para uma melhor percepção do que muitas mulheres passam em todo o mundo. Assim, apresentam-se as principais operações abortivas:
 
-    Sucção ou aspiração
Quase 95% dos abortos nos países desenvolvidos são realizados desta forma. Esta operação pode ser feita até à décima segunda semana de gravidez. Após administrada a anestesia, é inserido no útero um tubo com uma ponta afiada. Uma forte sucção fragmenta e suga o corpo do feto, assim como a placenta. É introduzida uma pinça para extrair o crânio, que não é expelido através do tubo de sucção.
-    Dilatação e curetagem
Nesta cirurgia é feita a dilatação do colo do útero, raspando-se com uma cureta (Instrumento de aço semelhante a uma colher) o revestimento uterino e desmembrando o feto que é extraído em fracções. Pode ser realizada durante o segundo e terceiro trimestre da gestação, quando o feto é já grande demais para ser extraído por sucção. Este método está a tornar-se muito frequente, embora seja perigoso pois podem ocorrer perfurações da parede uterina, causando esterilidade ou mesmo a morte.
 
-    Injecção de solução salina
Esta operação é executada a partir da décima sexta semana de gestação. Após a aplicação de anestesia, é injectada, com uma seringa, solução salina no saco amniótico. Esta solução matará o feto por envenenamento, desidratação e hemorragia de vários órgãos. O feto é depois expulso por efeito de contracções, como num parto normal. Este é também um aborto arriscado: a aplicação errada da anestesia ou a injecção da solução fora do saco amniótico provoca a morte instantânea.
-    Sufocamento
Este método é também chamado "parto parcial" e é executado quando é já próximo o dia do nascimento. O feto é extraído com uma pinça, após o colo uterino ter sido dilatado, ficando apenas a cabeça dentro do útero. É introduzido um tubo na nuca, que suga a massa cerebral. Só então o feto consegue ser totalmente retirado.
 
-    Operação cesariana
Este método é igual ao que é praticado nas maternidades, exceptuando o facto de que, nas situações normais, a criança recebe os cuidados médicos necessários para sobreviver. Como operação abortiva, o objectivo é exactamente o oposto: matar a criança.

-    Pílula RU-486
Através desta pílula abortiva (fig. 9) o aborto pode ser realizado logo que seja confirmada a gravidez, podendo ser tomada entre as sete e as nove primeiras semanas, diminuindo assim os riscos para a saúde da mulher. Age privando o embrião da hormona progesterona, elemento vital para o seu desenvolvimento.

-    Misoprostol
Em certos sites de organizações pró-aborto, como a WOW, é referido este medicamento e a sua forma de utilização. São comprimidos, geralmente à venda em qualquer farmácia, mesmo em países onde a prática abortiva é ilegal, isto porque a sua finalidade primordial seria o tratamento de úlceras gástricas ou de dores nas articulações. Estes comprimidos são introduzidos no útero pela própria mulher, provocando, quatro horas depois da sua administração, contracções. Tem uma taxa de sucesso de cerca de 85%.

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